Crescimento dos veículos eletrificados no Brasil redefine custos, riscos e o papel do corretor
Alta da frota eletrificada pressiona valores e exige um mercado mais técnico e consultivo.
O crescimento dos veículos eletrificados no Brasil está transformando o mercado de seguros automotivos. Em março de 2026, foram mais de 40 mil emplacamentos — alta de 42% em relação a fevereiro — e quase 95 mil unidades no primeiro trimestre, praticamente o dobro do ano anterior.
Esse avanço já impacta diretamente o setor, exigindo mudanças na precificação de risco e maior adaptação dos corretores. A BYD lidera esse movimento, concentrando mais de 70% dos veículos elétricos puros no país.
Apesar da expansão, ainda há desafios, como a logística de peças. Além disso, ao contrário do esperado, o aumento da frota não reduziu os custos dos seguros — pelo contrário. Reparos mais caros, tecnologia embarcada, necessidade de mão de obra especializada e maior frequência de sinistros têm elevado o valor das apólices.
Com a predominância de SUVs e o crescimento de modelos híbridos, o cenário se torna mais complexo. Nesse contexto, o corretor assume um papel mais consultivo, precisando dominar aspectos técnicos para orientar o cliente.
A eletrificação da frota marca uma transição importante no seguro automóvel, onde tecnologia, custo e experiência passam a ser decisivos.
