{"id":577,"date":"2024-01-29T13:28:38","date_gmt":"2024-01-29T13:28:38","guid":{"rendered":"https:\/\/umbriaprivate.com.br\/site\/?p=577"},"modified":"2024-01-29T13:28:38","modified_gmt":"2024-01-29T13:28:38","slug":"morte-por-negligencia-medica-resulta-em-indenizacao-de-meio-milhao-de-reais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umbriaprivate.com.br\/site\/morte-por-negligencia-medica-resulta-em-indenizacao-de-meio-milhao-de-reais\/","title":{"rendered":"Morte por neglig\u00eancia m\u00e9dica resulta em indeniza\u00e7\u00e3o de meio milh\u00e3o de reais"},"content":{"rendered":"\n<p>A 3\u00aa Vara C\u00edvel da comarca de Lages estabeleceu em R$ 505 mil, acrescidos de juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais \u00e0 fam\u00edlia de um paciente que faleceu em raz\u00e3o de neglig\u00eancia no atendimento emergencial. O pagamento deve ser feito pelo hospital e um m\u00e9dico de forma solid\u00e1ria. Al\u00e9m disso, ambos dever\u00e3o pagar pens\u00e3o mensal ao filho e \u00e0 companheira da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>O homem, que trabalhava como ajudante de servi\u00e7os gerais, sofreu um acidente de motocicleta e foi encaminhado ao hospital. Consta nos autos que o paciente foi diagnosticado pelo m\u00e9dico plantonista com trauma abdominal e fratura no joelho. Tr\u00eas horas depois o homem recebeu alta, foi para casa e, durante a noite, sentiu fortes dores no abdome.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte, voltou ao hospital e passou por novos exames, com diagn\u00f3stico de les\u00e3o hep\u00e1tica e sangramento ativo em cavidade abdominal. J\u00e1 com o quadro de sa\u00fade agravado, foi submetido a cirurgia de emerg\u00eancia. O homem morreu dias depois. Em conclus\u00e3o pericial, tem-se na decis\u00e3o que, em virtude da gravidade do trauma, mesmo que o atendimento m\u00e9dico hospitalar tenha ocorrido de prontid\u00e3o, o paciente n\u00e3o deveria ter recebido alta hospitalar horas ap\u00f3s seu primeiro atendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO erro de diagn\u00f3stico e a superficialidade da investiga\u00e7\u00e3o acerca dos sintomas do paciente, portanto, configuram atitude manifestamente negligente do m\u00e9dico e, nessa medida, caracterizam o il\u00edcito civil e o consequente dever de repara\u00e7\u00e3o pelos danos causados\u201d, observa o magistrado sentenciante.<\/p>\n\n\n\n<p>A indeniza\u00e7\u00e3o foi arbitrada em R$ 100 mil para o filho do paciente; R$ 80 mil para a esposa; R$ 75 mil \u00e0 m\u00e3e; e R$ 250 mil divididos entre os tr\u00eas irm\u00e3os. O m\u00e9dico e o hospital dever\u00e3o pagar pens\u00e3o equivalente a dois ter\u00e7os da remunera\u00e7\u00e3o que o homem recebia ao filho, at\u00e9 que complete 25 anos, e valor igual \u00e0 companheira, desde a data do acidente at\u00e9 o dia em que o paciente completaria 76 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz reconheceu a possibilidade de abatimento de eventual pagamento feito aos autores a t\u00edtulo de seguro DPVAT. A decis\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de recurso ao Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: TJSC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 3\u00aa Vara C\u00edvel da comarca de Lages estabeleceu em R$ 505 mil, acrescidos de juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais \u00e0 fam\u00edlia de um paciente que faleceu em raz\u00e3o de neglig\u00eancia no atendimento emergencial. O pagamento deve ser feito pelo hospital e um m\u00e9dico de forma solid\u00e1ria. 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