{"id":649,"date":"2024-05-15T12:32:35","date_gmt":"2024-05-15T12:32:35","guid":{"rendered":"https:\/\/umbriaprivate.com.br\/site\/?p=649"},"modified":"2024-05-15T12:32:35","modified_gmt":"2024-05-15T12:32:35","slug":"seguro-rural-esg-e-sigla-essencial-para-o-agronegocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/umbriaprivate.com.br\/site\/seguro-rural-esg-e-sigla-essencial-para-o-agronegocio\/","title":{"rendered":"Seguro rural: ESG \u00e9 sigla essencial para o agroneg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"\n<p>O mundo est\u00e1 de olho no agroneg\u00f3cio brasileiro, principalmente se o produtor est\u00e1 em dia com as pr\u00e1ticas ESG<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo inteiro olha para o Brasil com muita aten\u00e7\u00e3o por conta dos desafios clim\u00e1ticos dos \u00faltimos anos. Esse olhar estar\u00e1 mais evidente por conta da c\u00fapula do G20, que ser\u00e1 realizada em novembro, no Rio de Janeiro. Governos e mercados querem conhecer se aplica por aqui na gest\u00e3o de ESG (Environmental, Social and Governance), uma sigla em ingl\u00eas que significa sustentabilidade ambiental, social e de governan\u00e7a corporativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamentada em muitos fatores sociopol\u00edticos e econ\u00f4micos, mas, sobretudo, quando se considera um dado alarmante proferido pela secret\u00e1ria de Mudan\u00e7a do Clima do\u00a0Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, Ana Toni, em outubro do ano passado, durante depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da C\u00e2mara dos Deputados. Segundo a executiva, 3.679 munic\u00edpios brasileiros, ou seja, 66% de um total de 5.570, n\u00e3o est\u00e3o preparados para enfrentar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. E mais: 4 milh\u00f5es de pessoas no Brasil foram afetadas diretamente por eventos relacionados \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas entre 2013 e 2022, como a redu\u00e7\u00e3o das chuvas entre o centro e o norte do Pa\u00eds e as inunda\u00e7\u00f5es nas regi\u00f5es sul e sudeste, e 10,6 milh\u00f5es de hectares relacionados \u00e0 agricultura ser\u00e3o perdidos at\u00e9 2030, com muitas culturas sendo redistribu\u00eddas para outras localidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio a dados t\u00e3o alarmantes como os apresentados por Ana Toni, o setor de agroneg\u00f3cios, apesar de representar quase 24% do PIB brasileiro, vive uma crise de identidade e at\u00e9 mesmo de risco reputacional. Paralelamente ao desafio clim\u00e1tico e ao elevado \u00edndice de desmatamentos, existem outros previstos para este ano que preocupam especialistas e mercado, dentre os quais os custos de produ\u00e7\u00e3o elevados. Tudo isso cerca a sigla ESG e est\u00e1 diretamente atrelado ao setor de seguros.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Nayara Marcato, advogada especialista em direito do agroneg\u00f3cio, o produtor rural ter\u00e1 um desafio cada dia maior em manter o foco nesta pauta e aplic\u00e1-la de forma coerente e condizente com a realidade de sua propriedade. \u201cTemos inclusive o termo \u2018Greenwashing\u2019, que se traduz em divulgar pr\u00e1ticas falsas de ESG. Ou seja, viveremos em uma realidade mundial cada dia mais atenta ao que realmente est\u00e1 sendo realizado e, n\u00e3o apenas, divulgado\u201d, abrevia a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela refor\u00e7a que algumas a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas relacionadas \u00e0 pauta ESG podem ser adotadas no agroneg\u00f3cio brasileiro, como o cumprimento estrito da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista e florestal, rastreabilidade da cadeia de valor, investimento em tecnologias, redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de carbono, uso consciente de recursos naturais, avalia\u00e7\u00e3o do impacto da fazenda na sociedade e uma lideran\u00e7a mais transparente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como observa Nayara, a rotina extenuante do campo n\u00e3o \u201cfavorece amadores\u201d. Ela frisa que os desafios cotidianos pelos quais atravessam e superam o homem do campo, independentemente de seu porte e atua\u00e7\u00e3o, obriga-o a estar atento \u00e0s exig\u00eancias e possibilidades para potencializar o lucro do seu neg\u00f3cio. \u201cExistem alguns incentivos que podem favorecer o setor rural para conquistar melhores resultados em suas pr\u00e1ticas ESG\u201d, diz a advogada, assinalando que uma dessas pr\u00e1ticas vem do governo nacional, que oferece incentivos fiscais relacionados \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de taxas de juros, por exemplo, como parte do Plano Safra 2023\/24, para incentivar a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro exemplo citado por Nayara \u00e9 o Programa Nacional de Crescimento Verde, criado pelo Governo federal no dia 25 de outubro de 2021 com o objetivo de viabilizar financiamentos para projetos e atividades econ\u00f4micas sustent\u00e1veis. \u201cAl\u00e9m disso, existem as certifica\u00e7\u00f5es que oferecem suporte importante para organizar seus processos ESG nas propriedades. Ou seja, o produtor agr\u00edcola est\u00e1 atento aos programas e possibilidades sustent\u00e1veis e governamentais e, atualmente, depende dele encontrar meios para se organizar e coloc\u00e1-las em pr\u00e1tica de forma assertiva. Vale ressaltar que, no que tange quest\u00f5es legais e certifica\u00e7\u00f5es, o direito no agro \u00e9 um importante aliado\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor t\u00e9cnico respons\u00e1vel pelas \u00e1reas de RD Equipamentos, produto Financial Lines &amp; Responsabilidade Civil e Produto Agricultura da Sompo Seguros, Felipe Prado Ribeiro, assinala que as seguradoras t\u00eam investido em solu\u00e7\u00f5es voltadas a novas coberturas e servi\u00e7os agregados que conferem mais qualidade e precis\u00e3o em processos que v\u00e3o desde a subscri\u00e7\u00e3o at\u00e9 a indeniza\u00e7\u00e3o do sinistro. Monitoramento via sat\u00e9lite, utiliza\u00e7\u00e3o de drones ou envio de imagens online nas vistorias de sinistros s\u00e3o alguns dos recursos implementados, lista Ribeiro. \u201cEm muitas situa\u00e7\u00f5es, o conhecimento do comportamento e ci\u00eancias da natureza, bem gerenciados, contribuem com a efici\u00eancia no campo. Um exemplo disso \u00e9 a tecnologia de controle biol\u00f3gico de pragas em lavouras, que consiste no manejo de predadores, parasit\u00f3ides, fungos e v\u00edrus. Esse recurso controla o ataque de lavouras por insetos indesejados, plantas daninhas e doen\u00e7as ao mesmo tempo em que reduz o uso de defensivos agr\u00edcolas qu\u00edmicos\u201d, exemplifica.<\/p>\n\n\n\n<p>O executivo da Sompo destaca que o uso de conhecimento e de recursos contribui para mitigar riscos, favorecendo o gerenciamento dos neg\u00f3cios no dia a dia do campo. Pensando em novos usos para tecnologias j\u00e1 existentes, explica ele, podem ser desenvolvidas solu\u00e7\u00f5es por meio de geotecnologias como o sistema global de posicionamento (GPS) ou sistema de informa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica (SIG) ou ainda sistemas de monitoramento via sat\u00e9lite para acompanhar dados hist\u00f3ricos e meteorol\u00f3gicos e tamb\u00e9m a produtividade da \u00e1rea plantada, al\u00e9m de analisar impacto clim\u00e1tico na safra, monitorar a taxa de umidade do solo e, com isso, propor coberturas customizadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 cerca de 20 anos, a Sompo atua no ramo de seguros para m\u00e1quinas e implementos agr\u00edcolas (benfeitorias e penhor rural). Em 2019, a seguradora investiu em uma \u00e1rea espec\u00edfica de agroneg\u00f3cio. Naquele mesmo ano, lan\u00e7ou produtos de seguro agr\u00edcola desenhados para atender caracter\u00edsticas regionais e configurados em conformidade com as necessidades espec\u00edficas dos clientes. \u201cAs ap\u00f3lices de seguro agr\u00edcola s\u00e3o fechadas por safra. j\u00e1 as ap\u00f3lices de m\u00e1quinas &amp; implementos agr\u00edcolas podem ser contratadas com vig\u00eancia anual ou plurianual, com limite m\u00e1ximo de cinco anos\u201d, explicou Ribeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em maio de 2023, a Serasa Experian ouviu 337 mil produtores rurais de todo o Brasil. Um dos resultados apontados pela pesquisa, divulgada em julho do mesmo ano, \u00e9 que 91,8% (ou seja, 9 entre 10 produtores) disseram atuar em compliance com a conformidade socioambiental, que passou a ser exigida pelo Banco Central para a concess\u00e3o de linhas de cr\u00e9dito e fundos de investimento. \u201cPrecisamos usar os dados para trazer mais clareza ao movimento socioambiental no Brasil, pois uma maior parte do agroneg\u00f3cio est\u00e1 disposta a seguir dentro desses moldes. Dessa forma, para coletar e analisar essas informa\u00e7\u00f5es, expandimos nosso portf\u00f3lio como empresa, fazendo o uso da\u00a0tecnologia\u00a0de monitoramento por sat\u00e9lite, que \u00e9 fundamental para comprova\u00e7\u00e3o desses cen\u00e1rios no campo, justifica o head de Agroneg\u00f3cio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista aponta outro recorte que considera importante: as an\u00e1lises complementares, que cruzam dados do perfil de cr\u00e9dito com os de ESG. Ou seja, com esse tipo de avalia\u00e7\u00e3o mais completa \u00e9 poss\u00edvel mostrar ao credor que, alguns perfis que atuam como \u00f3timos pagadores podem estar infringindo leis socioambientais. \u201c\u00c9 preciso olhar por \u00f3ticas diferentes antes de fazer neg\u00f3cio. Al\u00e9m disso, o produtor tamb\u00e9m \u00e9 beneficiado pela completude dessa an\u00e1lise, j\u00e1 que aqueles que possuem desempenho positivo ter\u00e3o maior visibilidade para o mercado e, sendo assim, melhores oportunidades de acesso ao cr\u00e9dito\u201d, pontua Pimenta, que informa ainda n\u00e3o haver uma data prevista para um novo estudo para o ESG no agro em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o setor do agroneg\u00f3cio tenha aderido aos conceitos de ESG, como indica a pesquisa da Serasa Experian, h\u00e1 casos cada vez mais frequentes de desmatamento e queimadas provocados por produtores rurais e de explora\u00e7\u00e3o do trabalho de empregados em zonas rurais que seguem a contram\u00e3o de qualquer premissa ESG.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Pimenta, \u00e9 necess\u00e1rio destacar que um percentual \u201cextremamente relevante\u201d do agroneg\u00f3cio cumpre a legisla\u00e7\u00e3o socioambiental vigente. \u201cComo qualquer outro segmento da sociedade, existe um pequeno percentual que descumpre regras e que causa a maioria das infra\u00e7\u00f5es. Num estudo anterior que fizemos, o 1% que n\u00e3o cumpre as regras ESG era respons\u00e1vel por 35% das infra\u00e7\u00f5es do Ibama e 100% das den\u00fancias de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o. Como este \u00e9 um assunto muito sens\u00edvel e de grande vigil\u00e2ncia midi\u00e1tica, \u00e9 amplamente coberto, mas diz respeito a um n\u00famero pequeno de pessoas ou empresas que s\u00e3o respons\u00e1veis por estes problemas. Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio dizer que uma boa parte do desmatamento e queimadas ocorre em terras devolutas da Uni\u00e3o e n\u00e3o em propriedades rurais produtivas\u201d, pondera o executivo da Serasa Experian.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Corretores, ESG e Seguro Param\u00e9trico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3cio fundador da corretora de seguros Personnalit\u00e8 GR, Rafael Viana projeta o olhar de quem comercializa as ap\u00f3lices para o mercado agro. Para ele, a abordagem ESG tem se mostrado cada vez mais relevante para o setor agr\u00edcola no Brasil. Em termos ambientais, diz ele, os produtores rurais est\u00e3o adotando pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, como a gest\u00e3o eficiente da \u00e1gua, o uso de energias renov\u00e1veis e a conserva\u00e7\u00e3o do solo. \u201cSocialmente, h\u00e1 um foco crescente na seguran\u00e7a e bem-estar dos trabalhadores rurais, al\u00e9m do engajamento com as comunidades locais. Quanto \u00e0 governan\u00e7a, a transpar\u00eancia nas opera\u00e7\u00f5es e a conformidade com regulamenta\u00e7\u00f5es ambientais e trabalhistas s\u00e3o prioridades. Essas pr\u00e1ticas n\u00e3o apenas contribuem para a sustentabilidade ambiental e social, mas tamb\u00e9m podem melhorar a reputa\u00e7\u00e3o das empresas agr\u00edcolas, atrair investimentos respons\u00e1veis e abrir portas para parcerias comerciais com organiza\u00e7\u00f5es que valorizam a sustentabilidade\u201d, avalia Viana.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Viana, os desafios encontrados pelos corretores incluem a falta de conhecimento sobre os benef\u00edcios do seguro por parte dos produtores rurais, a complexidade dos processos de contrata\u00e7\u00e3o e a precifica\u00e7\u00e3o do seguro, que muitas vezes pode ser considerada alta pelos agricultores (percep\u00e7\u00e3o de valor). \u201c\u00c9 importante ressaltar que o contexto do seguro agro n\u00e3o ficou no passado. Com o aumento da conscientiza\u00e7\u00e3o sobre os riscos envolvidos na atividade agr\u00edcola e com o desenvolvimento de produtos mais adequados \u00e0s necessidades dos produtores, o seguro agro tem se mantido relevante e est\u00e1 em constante evolu\u00e7\u00e3o para atender \u00e0s demandas do setor\u201d, pondera o corretor da Personnalit\u00e8 GR.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Rafael Viana, comentar a quantidade de corretores \u00e9 algo muito subjetivo: \u201cO que percebo atualmente \u00e9 que o mercado possui poucos especialistas para tratar sobre o tema e alguns se tornam aventureiros em querer conduzir assuntos que s\u00e3o complexos, possuem legisla\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e condi\u00e7\u00f5es especiais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 difus\u00e3o do seguro param\u00e9trico, Viana o reconhece como uma forma inovadora de prote\u00e7\u00e3o financeira que difere dos seguros tradicionais, pois n\u00e3o se baseia em perdas reais, mas sim em par\u00e2metros predefinidos, como \u00edndices clim\u00e1ticos ou de produ\u00e7\u00e3o: \u201cQuando esses par\u00e2metros atingem um certo n\u00edvel, o pagamento do seguro \u00e9 acionado, independentemente das perdas reais sofridas pelo segurado. No Brasil, a difus\u00e3o do seguro param\u00e9trico tem sido gradual, mas crescente, especialmente no setor agr\u00edcola. Produtores rurais est\u00e3o cada vez mais interessados nessa modalidade devido \u00e0 sua capacidade de proteger contra eventos clim\u00e1ticos extremos, como secas ou excesso de chuvas, que podem impactar negativamente a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Al\u00e9m disso, o seguro param\u00e9trico oferece uma forma mais \u00e1gil e transparente de indeniza\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com os seguros tradicionais, o que tem contribu\u00eddo para a sua ado\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Riscos de imagem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Ap\u00f3lice conversou com os especialistas sobre como as quest\u00f5es de invas\u00e3o de s\u00edtios arqueol\u00f3gicos ou de terras ind\u00edgenas impactam o seguro e como fica o cuidado com os trabalhadores rurais, que devem ter condi\u00e7\u00f5es ideias para alojamento nas fazendas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a advogada Nayara Marcato, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira determina que a contrata\u00e7\u00e3o do seguro rural \u00e9 obrigat\u00f3ria para os produtores rurais que acessam cr\u00e9dito rural, conforme a Lei n\u00ba 10.823, de 2003. Ela explica que, no contexto da invas\u00e3o de s\u00edtios arqueol\u00f3gicos ou de terras ind\u00edgenas, a ap\u00f3lice de seguro rural pode ser afetada dependendo das cl\u00e1usulas espec\u00edficas do contrato: \u201cCaso a invas\u00e3o resulte em danos \u00e0 propriedade rural, o segurado poder\u00e1 acionar o seguro para cobrir os preju\u00edzos, desde que a ap\u00f3lice contemple tal situa\u00e7\u00e3o. Por outro lado, se a invas\u00e3o for considerada um risco exclu\u00eddo pela seguradora, os danos n\u00e3o ser\u00e3o indenizados.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao cuidado com os trabalhadores rurais, Nayara ressalta que a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista estabelece que o empregador rural \u00e9 respons\u00e1vel por garantir condi\u00e7\u00f5es adequadas de alojamento para seus funcion\u00e1rios, conforme a Norma Regulamentadora 31 (NR-31), do Minist\u00e9rio do Trabalho. \u201cO descumprimento dessas normas pode resultar em penalidades legais e impactar a imagem e reputa\u00e7\u00e3o da empresa perante a sociedade e investidores, especialmente no contexto da crescente preocupa\u00e7\u00e3o com a sustentabilidade e responsabilidade social das empresas, aspectos centrais do ESG\u201d, alerta advogada, que conclui: \u201c\u00c9 fundamental que produtores rurais estejam atentos \u00e0s quest\u00f5es relacionadas \u00e0 invas\u00e3o de s\u00edtios arqueol\u00f3gicos ou de terras ind\u00edgenas e ao cuidado com os trabalhadores rurais, n\u00e3o apenas para garantir a conformidade legal, mas tamb\u00e9m para mitigar riscos e promover uma atua\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e socialmente respons\u00e1vel, em linha com os princ\u00edpios do ESG\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Revista Ap\u00f3lice<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo est\u00e1 de olho no agroneg\u00f3cio brasileiro, principalmente se o produtor est\u00e1 em dia com as pr\u00e1ticas ESG O mundo inteiro olha para o Brasil com muita aten\u00e7\u00e3o por conta dos desafios clim\u00e1ticos dos \u00faltimos anos. Esse olhar estar\u00e1 mais evidente por conta da c\u00fapula do G20, que ser\u00e1 realizada em novembro, no Rio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":650,"comment_status":"closed","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7,18],"tags":[],"class_list":["post-649","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-seguro-rural"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/umbriaprivate.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/649","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/umbriaprivate.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/umbriaprivate.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/umbriaprivate.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/umbriaprivate.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=649"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/umbriaprivate.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/649\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":651,"href":"https:\/\/umbriaprivate.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/649\/revisions\/651"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/umbriaprivate.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/650"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/umbriaprivate.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=649"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/umbriaprivate.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=649"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/umbriaprivate.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=649"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}